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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Confronto entre seleção brasileira e seleção gaúcha completa 40 anos



A partida de um estado contra sua nação. Assim foi considerado o confronto entre a seleção gaúcha e a seleção brasileira, que completa 40 anos. A opção do técnico Zagallo em não convocar o jogador Everaldo, tricampeão mundial em 1970, para a Copa Independência, dois anos depois, era o pretexto para a realização da partida. Um combinado de jogadores do Grêmio e do Internacional representava o Rio Grande do Sul e a rivalidade gaúcha desaparecia por noventa minutos. 

- É um estado em que o bairrismo é muito forte. Então, aquilo virou uma guerra – lembra o jogador Paulo César Caju. 

A imprensa gaúcha foi um dos organismos que mais contribuiu para esquentar o ambiente pré-jogo. Charges como a do cartunista Marco Aurélio nas vésperas da partida indicavam que nenhum símbolo referente ao país era bem-vindo ao estado, na época. 

- Se alguém entrasse com a bandeira do Brasil lá, certamente não sairia vivo. Então, eu retratei em uma charge, um brasileiro em cima do poste de luz fugindo da torcida gaúcha, dos gremistas e colorados – comenta Marco Aurélio.

A seleção gaúcha era formada por um misto de jogadores dos clubes de maior rivalidade do Rio Grande do Sul. E, por essa razão, o desafio era unir torcedores gremistas e colorados na arquibancada a favor de uma única equipe. 

- Era tudo a mesma coisa. Ali, nós estávamos representando o Rio Grande do Sul. A torcida gaúcha queria de qualquer maneira ganhar da seleção brasileira – explica Claudiomiro, ex-jogador do Internacional e integrante do combinado gaúcho. 

Mais de cem mil pessoas acompanharam a partida no Beira-Rio. O público foi o maior da história de Porto Alegre. Pelo fato de não existirem linhas de ônibus que chegassem ao estádio, muitos torcedores navegaram a bordo de barcos para se locomover até o local. 

- Um fato que me marcou muito foi que na entrada do estádio tinham cem mil torcedores e cem mil bandeiras gaúchas. Nenhuma bandeira brasileira – comenta Caju. 

A seleção gaúcha saiu na frente com gol de Tovar. O empate do Brasil, com Jairzinho, causou polêmica: o atacante beijou o uniforme na frente da torcida local na comemoração. 

- Como você vai em um estádio onde a Seleção vai se apresentar e você não vê nenhuma bandeira do Brasil? Pensamos: “nós não estamos no Brasil”- diz Rivellino. 

Após Carbone desempatar para os gaúchos, Paulo César Caju empataria mais uma vez o jogo e protagonizaria uma das frases mais célebres da época, estampada nos jornais: “Devolvam meu passaporte. Quero voltar para o Brasil”. Com gols de Claudiomiro, de um lado, e Rivellino, de outro, o resultado de três a três entraria para a história como a vez em que a seleção gaúcha quase venceu a seleção brasileira. 

- Nós realmente não estávamos no nosso país, então a frase tinha a ver com isso mesmo. Mas, honestamente, foi um dos melhores jogos que já fizemos, não só pelo clima de guerra criado, mas também porque eram dois times excepcionais – avalia o ponta-esquerda da Seleção.



Fonte: GloboEsporte

A mágoa em chuteiras

  • O escrete canarinho vaiado em um estádio com 110 mil... brasileiros? Ainda mais logo após a histórica conquista do tricampeonato? A cena, que parece inconcebível no país do futebol, aconteceu no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, numa partida da seleção contra um combinado gaúcho, em 1972. 

    Nada a ver com protesto político em tempos de ditadura escancarada. Foi, sobretudo, um gesto bairrista. Um repúdio dos gaúchos à sua mísera representação no selecionado nacional.

    “Noventa milhões em ação”, conclamava o hino “Pra frente, Brasil”, de Miguel Gustavo, mote da Copa de 70, que vinha bem a calhar para os planos do governo Médici naqueles anos de repressão extrema. Em pleno Maracanã, durante um jogo da seleção, o próprio presidente havia criado outro lema ufanista, propício à mistura de futebol com política: “Ninguém segura este país!” O regime aproveitava-se do clima de euforia reinante. Mas os gaúchos não se sentiam integrados a essa festa.

    O estopim para o mal-estar foi a convocação da seleção brasileira para a Taça Independência (ou Mini-Copa), em comemoração aos 150 anos da emancipação do país. O campeonato, criado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD, antecessora da atual Confederação Brasileira de Futebol, CBF) seria disputado entre junho e julho de 1972 em vários estádios do país. Na lista divulgada pelo técnico Zagallo não havia nenhum atleta do Rio Grande do Sul. Algo indesculpável, especialmente pela ausência de um nome: Everaldo.

    Herói do Grêmio, o lateral-esquerdo Everaldo Marques da Silva ajudara seu time a conquistar o tricampeonato gaúcho de 1966, 1967 e 1968. Convocado para a Copa de 1970, no México, foi titular nos sete jogos que levaram o Brasil ao título inédito. Para os gaúchos, seu feito também era sem igual: Everaldo foi o primeiro jogador do estado a conquistar uma Copa do Mundo. Ao voltar, recebeu do Grêmio homenagem à altura: o clube incorporou à sua bandeira uma estrela dourada. A estrela era Everaldo.

    Passada a Copa, ele voltara a atuar pela seleção em 1971. Por isso a surpresa geral quando não apareceu na lista de Zagallo. Everaldo, dono da posição desde o Mundial, sequer era reserva, simplesmente não fora chamado! Para piorar, outro craque gaúcho, Claudiomiro, do Internacional, mesmo tendo jogado pela seleção em duas partidas, também foi preterido pelo técnico. Nem se discutia a prevalência dos jogadores do eixo Rio-São Paulo, onde estavam os principais clubes do país. A comparação era com Minas Gerais – equivalente aos gaúchos em importância futebolística–, que contribuía com quatro jogadores: Dirceu Lopes e Wilson Piazza, do Cruzeiro, Dario e Vantuir, do Atlético Mineiro.

    A crise trouxe à baila a ideia de um Rio Grande sempre esquecido, relegado a um segundo plano do futebol brasileiro, e que, no entanto, sempre cumprira a sua parte quando lembrado. A “afronta” ao tricampeão Everaldo ganhava foros de ofensa a todos os rio-grandenses. Num raro momento de união entre colorados e gremistas, fortalecia-se a identidade gaúcha justamente quando a ditadura tratava de moldar um Brasil de fantasia, unido, próspero e feliz, muito bem representado pela seleção. Para contornar a situação, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Rubens Hoffmeister, desafiou a seleção brasileira para uma partida contra um combinado estadual. Depois de muitas negociações, o jogo foi marcado para o dia 17 de junho de 1972. 

    As provocações começaram ainda antes do jogo. A escolha de um jornalista para comandar o time gaúcho – Aparício Vianna e Silva, o Apa – foi maliciosamente criticada por Zagallo. A farpa tinha outro endereço: João Saldanha, o jornalista que o antecedera na seleção, e de quem Apa fora “olheiro”. Zagallo também questionou a convocação feita por Apa, só com jogadores do Grêmio e do Internacional. Perguntou se só jogadores dos grandes clubes de Porto Alegre representavam todo o estado. A repercussão foi a pior possível. Aparício tinha sólido prestígio em todo o Rio Grande, e não havia qualquer dúvida quanto à legitimidade da seleção Gre-Nal. Continuava o descaso com o futebol gaúcho!

    A seguir, as provocações foram sobre boatos de que os jogadores da seleção gaúcha – que já era tratada pejorativamente de “combinado Gre-Nal” ou mesmo “combinado sul-americano”, referindo-se à presença de Ancheta (uruguaio), Figueroa (chileno) e Oberti (argentino) – poderiam machucar propositalmente os da seleção brasileira. As respostas dos gaúchos tornaram-se também agressivas, apelando para os símbolos mais caros ao estado.

    No dia do jogo, os jornais davam o tom do clima de guerra que havia sido criado. “Sabem o que é? O estado inteiro em torno de uma mesma equipe, os gaúchos magoados pela marginalização, a oportunidade de lavar a alma, o ressentimento, a raiva, o entusiasmo, a hora e a vez”, sintetizou o jornalista esportivo Lauro Quadros na Folha da Manhã.

    Naquele sábado, o Beira-Rio recebeu o maior público de sua história: 110 mil pessoas. Algumas bandeiras do Brasil chegaram a ser queimadas pelos gaúchos. Notícia que a censura, obviamente, não permitiu que a imprensa divulgasse. As equipes do Brasil e do Rio Grande do Sul entraram em campo juntas, carregando uma imensa bandeira brasileira, mas vaias ensurdecedoras tomaram conta do estádio, sobrepondo-se à execução do Hino Nacional. 

    Depois que soou o apito, sempre que a equipe brasileira estava com a posse da bola repetiam-se as vaias. Situação que perdurou pelos noventa minutos da disputa. Atletas e membros da comissão técnica mostravam-se visivelmente tensos, como se estivessem atuando no exterior. O Brasil jogou com Leão (Sérgio), Zé Maria, Brito, Vantuir e Marco Antônio, Clodoaldo, Piazza e Rivelino, Jairzinho, Leivinha e Paulo César. Do lado gaúcho atuaram Schneider, Espinosa, Figueroa, Ancheta, Everaldo e Carbone, Tovar, Torino e Valdomiro, Claudiomiro e Oberti (Mazinho).

    Para completar o constrangimento, a seleção não passou de um empate com o combinado estadual: 3 a 3, com os gaúchos sempre na frente do marcador, e houve quem dissesse que o resultado havia sido “arranjado”.

    As vaias e o mau resultado provocaram comentários indignados da imprensa do resto do país sobre a falta de patriotismo dos gaúchos. O comentarista Luís Mendes, da Rede Bandeirantes de Televisão, classificou a atitude dos torcedores gaúchos de antidesportiva e antibrasileira: “Meus pêsames ao mundo esportivo gaúcho, pela atitude antipática de vaiar a seleção. Não fossem os apupos dessa massa, o selecionado do Brasil teria ganhado tranquilamente desse combinado sul-americano, que, digo e repito, é fraquinho”. 

    A “falta de patriotismo” dos gaúchos trazia à tona uma inevitável referência histórica: a Revolução Farroupilha, que de 1835 a 1845 fez da província a República Rio-Grandense, contra o Império do Brasil. A melhor síntese do enfrentamento do estado contra a ideia de Brasil vencedor veio do escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo. Em um texto intitulado “Insensatez”, ele comentou: “Mostramos ao Zagalo que o futebol gaúcho não pode ser desprezado? E eu respondo que não mostramos ao Zagalo nada e que o futebol gaúcho tanto pode que continua desprezado. O mal do protesto passional é que suas razões se extinguem quando termina a paixão. E todas as legítimas perguntas que se poderia fazer sobre os critérios de convocação e as contradições do Zagalo serão, de agora em diante, anticlimáticas. O clímax foi o jogo de sábado”. 

    Verissimo tinha razão: o protesto não surtiu efeito. Os futebolistas da “Corte” mantiveram sua atitude de desprezo em relação aos rio-grandenses.  Ainda hoje, o senso comum atribui ao futebol no Rio Grande do Sul características próprias, que o diferem do resto do país: mais virilidade que habilidade, mais força que malícia. Atributos que teriam até razões históricas, como as intempéries sulinas, conferindo ao jogador as características do gaúcho campeiro, e a influência dos vizinhos platinos, com suas virtudes “castelhanas” – vigor, audácia e bravura. Motivo de orgulho para os gaúchos, a primazia de ter o primeiro time de futebol do país – o Sport Club Rio Grande, fundado em 1900, quando Flamengo e Vasco ainda eram apenas clubes de regatas – também serviu para reforçar o estereótipo. A organização precoce do futebol naquela região seria consequência da forte presença germânica, povo já portador de sólida tradição em ginástica e esportes.

    Para tanto, também teve precocemente a influência dos vizinhos uruguaios, onde o futebol já estava bem consolidado no início do século XX, trazendo sua característica aguerrida nas disputas esportivas. Outra influência uruguaia que poucos conhecem é a presença de negros em times de futebol: já presentes em clubes populares do país vizinho, pela fronteira sulina vieram os primeiros negros a jogar em clubes brasileiros: no primeiro campeonato estadual do país, o Brasil de Pelotas foi campeão gaúcho em 1919 com jogadores negros em sua equipe, bem antes do Vasco da Gama.

    Ironicamente, o futebol mais antigo do país seria o menos brasileiro! Nesses últimos quarenta anos, entretanto, o futebol jogado no país mudou bastante, e o rigor do esquema tático tem deixado o improviso de lado. O futebol-arte, dizem, pode estar com os dias contados. Será a redenção do futebol rio-grandense?  O nosso técnico, o gauchíssimo Dunga, que o diga. 

    Quanto ao herói daquela Farroupilha esportiva, seu destino não foi menos trágico do que o dos protagonistas do episódio histórico. Até então considerado um dos jogadores mais disciplinados do Brasil, depois da crise envolvendo sua convocação, Everaldo agrediu o árbitro José Faville Neto numa partida do Grêmio pelo Campeonato Brasileiro. Foi suspenso por um ano. De volta aos gramados, jogou só por alguns meses. Depois entrou para a política, candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa pela Arena (partido que apoiava o governo militar). Everaldo estava em campanha eleitoral quando morreu em grave acidente de automóvel, juntamente com a esposa e uma das filhas, em 27 de outubro de 1974. Em seu Rio Grande natal.


    Cesar Augusot Barcellos Guazzelli é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisador na área de História Social do Futebol.

    Saiba Mais - Bibliografia:  

    AGOSTINO, Gilberto. Vencer ou morrer: futebol, geopolítica e identidade nacional. Rio de Janeiro: Mauad/Faperj, 2002.

    FRANCO JR., Hilário. A dança dos deuses: futebol, cultura e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

    GIULIANOTTI, Richard. Sociologia do Futebol – Dimensões Históricas e Socioculturais do Esporte das Multidões. São Paulo: Nova Alexandria, 2002. 

    SILVA, Francisco Carlos Teixeira da & SANTOS, Ricardo Pinto dos (org.). Memória social dos esportes. Futebol e política: a construção de uma identidade nacional. Rio de Janeiro: Mauad/Faperj, 2006.


Skins não oficiais de camisas da Seleção Gaúcha







Fonte: http://arthurkits.blogspot.com.br/

Camisas usadas pela Seleção Gaúcha em 1970





quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Estatísticas da Seleção Gaúcha

Vitórias: 47
Empates: 20
Derrotas: 46

Gols pró: 255
Gols contra: 246
Saldo de gols: 09

Maior vitória: Seleção Gaúcha 10x1 Seleção Pernambucana
Maior derrota: Seleção Paulista 9x0 Seleção Gaúcha


Principais jogos:
Seleção Gaúcha 2x2 Seleção da Argentina
Seleção Gaúcha 3x3 Seleção do Brazil
Seleção Gaúcha 2x2 Seleção do Brazil
Seleção Gaúcha 3x1 Seleção do Uruguai

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Todos os Jogos da Seleção Gaúcha

Contra Combinados Estaduais

15/11/1912 Rio de Janeiro 1 x 0 Rio Grande Do Sul
23/07/1922 Paraná 1 x 1 Rio Grande Do Sul
24/07/1922 Paraná 2 x 4 Rio Grande Do Sul
02/08/1922 São Paulo 4 x 2 Rio Grande Do Sul
06/08/1922 Guanabara 2 x 0 Rio Grande Do Sul
10/08/1922 Bahia 1 x 0 Rio Grande Do Sul
23/09/1923 São Paulo 4 x 1 Rio Grande Do Sul
02/08/1925 São Paulo 4 x 0 Rio Grande Do Sul
03/10/1926 Rio Grande Do Sul 5 x 2 Paraná
10/10/1926 São Paulo 5 x 3 Rio Grande Do Sul
16/10/1927 Rio Grande Do Sul 10 x 1 Pernambuco
23/10/1927 Rio Grande Do Sul 6 x 0 Pará
06/11/1927 Guanabara 6 x 2 Rio Grande Do Sul
04/11/1928 Rio Grande Do Sul 6 x 4 Mato Grosso
04/11/1928 Paraná 2 x 0 Rio Grande Do Sul
27/10/1929 Rio Grande Do Sul 3 x 3 Santa Catarina
27/10/1929 Rio Grande Do Sul 7 x 0 Santa Catarina
27/10/1929 São Paulo 9 x 0 Rio Grande Do Sul
09/08/1930 São Paulo 1 x 0 Rio Grande Do Sul
27/01/1935 Rio Grande Do Sul 5 x 0 Minas Gerais
31/03/1935 São Paulo 3 x 1 Rio Grande Do Sul
00/00/1936 Rio Grande Do Sul 3 x 3 Guanabara
00/00/1936 Rio Grande Do Sul 3 x 2 Guanabara
00/00/1936 Rio Grande Do Sul 2 x 2 Guanabara
16/07/1936 Rio Grande Do Sul 2 x 1 São Paulo
27/07/1936 São Paulo 3 x 1 Rio Grande Do Sul
02/08/1936 São Paulo 2 x 1 Rio Grande Do Sul
19/12/1939 Rio Grande Do Sul 2 x 2 Paraná
21/12/1939 Rio Grande Do Sul 4 x 1 Paraná
21/12/1939 São Paulo 6 x 1 Rio Grande Do Sul
22/12/1940 Rio Grande Do Sul 0 x 0 Paraná (Extra x Time: 5 x 0)
22/12/1940 São Paulo 2 x 1 Rio Grande Do Sul
30/10/1941 Rio Grande Do Sul 6 x 4 Santa Catarina
12/12/1941 Rio Grande Do Sul 3 x 2 Pará
00/12/1941 Rio Grande Do Sul 5 x 4 Minas Gerais
00/12/1941 São Paulo 7 x 2 Rio Grande Do Sul
00/12/1941 São Paulo 4 x 1 Rio Grande Do Sul
08/11/1942 Rio Grande Do Sul 7 x 3 Santa Catarina
18/11/1942 Rio Grande Do Sul 4 x 1 Mato Grosso
25/11/1942 Guanabara 3 x 0 Rio Grande Do Sul
29/11/1942 Guanabara 6 x 1 Rio Grande Do Sul
31/10/1943 Rio Grande Do Sul 3 x 0 Santa Catarina
03/11/1943 Rio Grande Do Sul 6 x 2 Santa Catarina
07/11/1943 Rio Grande Do Sul 2 x 1 Paraná
14/11/1943 Paraná 3 x 1 Rio Grande Do Sul (0 x 1 Prorrogação)
21/11/1943 Bahia 3 x 0 Rio Grande Do Sul
28/11/1943 Rio Grande Do Sul 3 x 1 Bahia (1 x 0 Prorrogação)
05/12/1943 São Paulo 5 x 3 Rio Grande Do Sul
08/12/1943 São Paulo 5 x 0 Rio Grande Do Sul
29/10/1944 Rio Grande Do Sul 4 x 0 Paraná
05/11/1944 Paraná 0 x 0 Rio Grande Do Sul
09/11/1944 Rio Grande Do Sul 1 x 2 Pernambuco
12/11/1944 Rio Grande Do Sul 6 x 4 Pernambuco (3 x 0 Prorrogação)
19/11/1944 Rio Grande Do Sul 2 x 1 São Paulo
26/11/1944 São Paulo 5 x 0 Rio Grande Do Sul (3 x 0 Prorrogação)
03/11/1946 Paraná 4 x 2 Rio Grande Do Sul
10/11/1946 Rio Grande Do Sul 2 x 1 Paraná xAet]
17/11/1946 Rio Grande Do Sul 2 x 0 Bahia
21/11/1946 Bahia 0 x 4 Rio Grande Do Sul
29/11/1946 São Paulo 5 x 0 Rio Grande Do Sul
05/12/1946 Rio Grande Do Sul 5 x 4 São Paulo
07/12/1946 Rio Grande Do Sul 0 x 1 São Paulo xAet]
05/02/1950 Rio Grande Sul 1 x 1 Paraná
12/02/1950 Paraná 2 x 4 Rio Grande Sul
26/02/1950 Rio Grande Sul 2 x 1 Bahia
05/03/1950 Bahia 2 x 4 Rio Grande Sul
08/03/1950 Rio Grande Sul 1 x 1 São Paulo
12/03/1950 São Paulo 6 x 1 Rio Grande Sul
13/04/1952 Bahia 0 x 1 Rio Grande Do Sul
20/04/1952 Rio Grande Do Sul 2 x 1 Bahia
27/04/1952 Rio Grande Do Sul 4 x 0 Pará xJogo Disputado Em São Paulo]
04/05/1952 Pará 3 x 6 Rio Grande Do Sul
22/05/1952 Rio Grande Do Sul 2 x 3 São Paulo
28/05/1952 São Paulo 5 x 1 Rio Grande Do Sul
31/01/1954 Rio Grande Do Sul 3 x 2 Paraná
07/02/1954 Rio Grande Do Sul 2 x 1 Paraná
14/02/1955 Rio Grande Do Sul 2 x 0 Ceará
06/03/1955 Rio Grande Do Sul 6 x 2 Ceará
13/03/1955 Rio Grande Do Sul 1 x 1 São Paulo
20/03/1955 São Paulo 4 x 2 Rio Grande Do Sul
17/01/1957 Pernambuco 2 x 1 Rio Grande Do Sul
24/01/1957 Rio Grande Do Sul 5 x 1 Pernambuco
26/01/1957 Rio Grande Do Sul 1 x 2 Pernambuco
03/01/1959 Santa Catarina 4 x 2 Rio Grande Do Sul
10/01/1960 Rio Grande Do Sul 0 x 2 Santa Catarina
25/11/1962 Sel/ Rio Grande Do Sul 1 x 1 Sel/ Paraná
02/12/1962 Sel/ Paraná 2 x 0 Sel/ Rio Grande Do Sul
11/02/1967 Rio Grande Do Sul 4 x 1 Paraná
16/02/1967 Rio Grande Do Sul 4 x 2 Rio De Janeiro
19/02/1967 Guanabara 1 x 1 Rio Grande Do Sul
23/02/1967 São Paulo 3 x 1 Rio Grande Do Sul
26/02/1967 Minas Gerais 2 x 1 Rio Grande Do Sul
23/08/1987 Rio Grande Do Sul 1 x 0 Paraná
26/08/1987 Paraná 2 x 0 Rio Grande Do Sul


Contra Seleções Internacionais

03/06/1950 - Seleção do Brazil 6 x 4 Seleção Gaúcha
01/03/1956 - Seleção Gaúcha 2 x 1 Seleção do Chile
06/03/1956 - Seleção Gaúcha 1 x 0 Seleção do Peru
08/03/1956 - Seleção Gaúcha 2 x 1 Seleção do México
13/03/1956 - Seleção Gaúcha 7 x 1 Seleção da Costa Rica
18/03/1956 - Seleção Gaúcha 2 x 2 Seleção da Argentina
01/05/1966 - Seleção do Brazil 2 x 0 Seleção Gaúcha
17/06/1972 - Seleção Gaúcha 3 x 3 Seleção do Brazil
21/05/1978 - Seleção Gaúcha 1 x 1 Seleção do México
25/05/1978 - Seleção Gaúcha 2 x 2 Seleção do Brazil
19/01/1983 - Seleção Gaúcha 1 x 4 Seleção do Brazil
22/12/2012 - Seleção Gaúcha 1 x 1 Seleção do Chile
18/12/2012 - Seleção do Uruguai 1 x 3 Seleção Gaúcha


Contra Clubes de Futebol

29/03/1952 - Caxias 1 x 4 Seleção Gaúcha
02/12/1959 - Grêmio 2 x 2 Seleção Gaúcha
18/11/1962 - Grêmio 2 x 0 Seleção Gaúcha
16/03/1978 - Grêmio 6 x 1 Seleção Gaúcha
20/12/2012 - Seleção Gaúcha 0 x 1 Atlético-PR